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Bela Vista

24/01/2012 - 17h51 - Atualizado em 24/01/2012 às 18h17

Bela Vista

Órgãos federal e estadual aumentam fiscalização, em Bela Vista, na fronteira, após foco de aftosa no Paraguai

João Carlos Velasquez

Uma das maiores operações já realizada em Bela Vista, no sentido de prevenir a entrada de gado paraguaio, já que há foco de aftosa na província de San Pedro. São mais de uma dezena de viaturas, além do pessoal da fiscalização e segurança. Duas fazendas são interditadas

Em Bela Vista, Mato Grosso do Sul, divisa com o Paraguai, Órgãos fiscalizadores como a Delegacia Federal de Agricultura, DFA-MS; MAPA, Exercito, Polícia Federal, DOF e IAGRO já estão fiscalizando o gado nas fazendas da região, principalmente em sedes que fazem divisa com o Paraguai. O aumento no rigor da fiscalização se deve a descoberta de um foco de aftosa na província de San Pedro, distante 180 quilômetros de Ponta Porã, no sul do estado.

Os trabalho realizado em Bela Vista e região é de prevenção e que o trabalho segue os levantamentos feitos pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e que as propriedades que tem movimentação estranha estão recebendo a visitação da fiscalização para a contagem do gado. As informações foram dadas pelo Superintendente Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul, Orlando Baez.
“Esse é um trabalho de rotina do Órgão. É um trabalho feito na esfera Federal, junto aos órgãos estaduais e que o intuito é para que seja coibido o contrabando de gado nesta região para que a aftosa não venha a se instalar novamente em nosso estado e posteriormente prejudicar toda uma classe produtora e que se for necessário faremos até mesmo a interdição de fazendas, chácaras ou sítios, desde que esteja irregular”, destacou Orlando Baez.
De acordo ainda com o superintendente, “não importa distancia da fronteira, desde que o serviço de inteligência descubra alguma movimentação estranha estaremos lá realizando nosso trabalho de prevenção, para que nosso estado não seja atingido novamente pela aftosa”, frisou Orlando Baez.
As fazendas fiscalizadas, estão tendo seu gado contado, para que toda a dúvida possa ser dirimida.
O foco de aftosa no Paraguai foi confirmado por notas emitidas pela Secretaria de Pecuária Oficial do país vizinho e da Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Segundo informações dadas pela Superintendente do MAPA, em substituição a Orlando Baez, Juliana Fernandes, em Bela Vista, tem duas fazendas que estão interditadas, sendo uma a Fazenda Piuva e a outra a Fazenda Primavera, na Região das Caieiras, mas que a interdição foi feita por conta do Iagro, na área estadual e que ela não saberia dar maiores informações.
Juliana Fernandes ainda informou a reportagem que o MAPA está aqui com sete equipes, sendo dois fiscais Federais e Agropecuários e que ainda conta com equipes do IAGRO e que o trabalho do órgão é de vigilância ativa nas propriedades e que em cruzamento de dados feito pelos produtores, em suas declarações estão buscando comprovações que buscam indícios de irregularidades, mas que ainda estão sendo realizados os trabalhos e que não tem nada de concreto e que todo o trabalho está sendo feito preventivamente para que a aftosa não volte novamente a instalar na região.
Também ela citou que se achar algo nesse sentido, algum animal sem origem, irá imediatamente para abate, assim como já aconteceu em Coronel Sapucaia, onde o DOF apreendeu sete animais e que foram abatidos no frigorifico de Ponta Porã, na segunda feira dia 23.
Para combater a entrada de gado contaminado e reforçar a fiscalização no Estado, os órgãos fiscalizadores conta ainda com apoio do Exército Brasileiro, da Polícia Federal, ABIN e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) no trabalho.








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