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Última atualização: Hoje 06/09/2010 às 11:25:08
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10/03/2010 - 15h51 - Atualizado em 10/03/2010 às 15h53


POLÊMICA

Celso Amorim defende o fim do embargo a Cuba para acabar com greve de fome de dissidentes

Eliane Oliveira Agências internacionais

BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, evitou comentar nesta quarta-feira a declaração em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou dissidentes políticos de Cuba a bandidos em São Paulo . No entanto, ele afirmou que o fim do embargo comercial capitaneado pelos Estados Unidos é a forma de acabar com episódios como a greve fome dos dissidentes cubanos.

- A receita é muito simples: acabar com o embargo - afirmou Amorim.

O ministro afirmou que o Brasil está envolvido em melhorar a vida dos cubanos, principalmente, com comércio e investimento. Ele também lembrou que o presidente Lula teve suas razões em fazer tal comentário, mesmo porque Lula teve experiência em greve de fome no passado.

- Uma coisa é você defender a democracia, outra coisa é sair dando apoio a qualquer dissidente. Temos experiências que isso não tem efeito prático. O importante é darmos condições melhores ao povo cubano - disse o ministro.

Nesta quarta-feira, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, foi duro e classificou as declarações de Lula como "uma comparação despropositada".

- A comparação é despropositada, pois tenta banalizar um recurso extremo que é, ao mesmo tempo, um símbolo de resistência a um regime autoritário que não admite contestações - afirmou Ophir, em nota, acrescentando que "mais razoável seria se o governo brasileiro se preocupasse com as péssimas condições carcerárias a que estão submetidos" os presos brasileiros. 

Javier Zuniga, diretor da Anistia Internacional para a América Latina, entidade de defesa dos direitos humanos, comentou que a afirmação de Lula pode ter sido feito por desconhecimento do presidente acerca da situação carcerária em Cuba.

- Acompanhamos a situação dos dissidentes em Cuba há anos. Acreditamos que o presidente Lula tem informações equivocadas e estamos prontos para informá-lo sobre os prisioneiros. Temos alguns documentos que mostram o motivo pelo qual essas pessoas estão presas, e o que acreditamos ser prisoneiros de consciência - disse.


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